Saimos do Cassino as 10h da manhã, nos despedimos dos nossos anfitriões e partimos rumo ao Chuy, chegando na fronteira com o Uruguai é preciso identificar-se na aduana, para pedestres e passageiros é necessário apresentar carteira de identidade e preencher uma ficha com procedência, tempo que vai ficar no Uruguai e informações básicas, para o carro é necessário apresentar a carta verde e, se o carro não esta em seu nome, autorização do dono autenticada em cartório e legalizada pelo consulado uruguaio (custa 114 reais).
A fronteira A ficha
Primeira foto no Uruguai
Seguimos do chuy para punta del diablo, no caminho passamos pelo Fuerte Santa Tereza, uma fortaleza iniciada pelos portugueses em 1762 e terminada pelos espanhóis, lugar de grande importância histórica e na delimitação da fronteira entre território espanhol e português. O forte funcionava como uma pequena citadela, com enfermaria, cozinha, capela, e ferreria, aonde produziam desde seus utensilios de cozinha até seus projeteis. O local mantém muitos objetos históricos como os equipamentos conservados, fuzis, espadas, quadros e informações históricas (pode se pedir um panfleto com a história do lugar na bilheteria) conta com um bar e uma vista incrível.
Dentro da Fortaleza
Seguimos para Punta del Diablo, cidade turística bastante próxima, depois de alguma pesquisa conseguimos alojamento bem no centro da cidade, próximo da praia e do monumento histórico de Artigas, duas cabanas por 40 dólares cada. A alimentação e a bebida variam bastante de preço entre osrestaurantes, com um chivito variando entre 270 e 150 pesos e uma Patricia de um litro entre 120 e 150 pesos, vale experimentar a cerveja artesanal em frente a praia, que custa 220 pesos. Tomamos um desayuno com medialunas, pão, suco e um doce de leite muito bom por 120 pesos e seguimos para Cabo Polônio.
Ao lado do monumento a Artigas Jonas, o primeiro.
Cabo Polonio é um Parque Nacional e só se pode acessa-lo com veículo 4x4, há um estacionamento que custa 170 pesos por dia, assim como o ticket de ida e volta no caminhão adaptado para cruzar o campo de dunas que separa a sede do parque do cabo em si. Este é sem dúvida um lugar especial, não há energia elétrica na maior parte das casas, as ruas são de areia e as pessoas extremamente receptivas. Há um farol na ponta do cabo, onde encontra-se uma colonia de Leões e Lobos-marinhos, pode-se chegar lá por uma pequena trilha. Ficamos em um hostel que nos custou 500 pesos com café-da-manhã de pão caseiro quentinho. Almoçamos um choripan por 150 pesos cada e na janta fizemos um assado na beira da praia, que custou 500 pesos para 4 pessoas. Cabo Polônio é um encanto.
O veículo do parque Vista do hostel e onde dormimos
Seguimos rumo a Montevideo, aproveitando para conhecer La Pedrera, uma praia rochosa entrecortada e linda, La Paloma, que é uma praia muito tranquila com ares de família e então Punta Ballena, onde conhecemos 'La Casa Pueblo'.Esta foi uma das paradas mais ricas da viagem, a casa idealizada pelo grande artista plástico uruguaio Carlos Páez Vilaró e construída com a ajuda de amigos, serviu como seu principal atelier e hoje funciona como um museu de suas obras e histórias, parada obrigatória para quem gosta de arte, o ingresso custa 180 pesos e os souvenires variam em média entre 10 e 40 dólares.
Seguimos rumo a Montevideo pela Ruta 2 e depois pela ruta 9, pagamos dois pedagios de 65 pesos e chegamos à capital uruguaia. Montevideo é uma cidade incrível, um misto do moderno e do histórico e polo artistico/cultural, com inúmeras referencias históricas, é impossível não topar com as referências ao libertador do país, José Gervasio Artigas, que se espalham e envolvem a capital uruguaia. A cidade foi construída na forma de uma cidadela circulada por um fosso e muros para proteger o governo da época, disto só restam o portão e alguns fragmentos do muro.
Visitamos o Museu de História Nacional, Museu do Gaucho, caminhamos por todo centro histórico e conhecemos o Mercado Público, além de diversos monumentos como o mausoléu de Artigas e o estádio Centenário (primeira sede de uma copa do mundo - 1930), também desfrutamos de uma boa caminhada en las Ramblas para vermos o pôr do sol no Rio da Prata, o sol parece derreter para dentro do Rio e isso tudo as 21hrs, aproveitando a caminhada na orla uruguaia fomos visitar a sede do Mercosul que é uma construção muito bonita. Ficamos no hostel Willy Fogg, por indicações de alguns amigos, e o recomendamos muito, assim que chegamos havia um assado por 180 pesos por pessoa e já pudemos conhecer os outros hóspedes e dar muitas risadas. A diária é de 20 dólares (com café da manhã simples, porém gostoso) e a estrutura muito boa, com quartos, banhos e duchas compartilhados mas bem mantidos.
Ciudad Vieja Puerta de la Cidadela
Mausoléu de Artigas
Hasta luego, Montevideo.






